Ao longo de suas existência, o Banhado proporcionou, a cada um de seus membros, inúmeras e raras oportunidades de malhar e ser malhado. Pra não perder o amigo, muito menos a piada, a gente conta algumas destas histórias, com a devida dose de exagero.
Matheus Roetger Madeira, Verão de 2002.
Num final de semana entre amigos na praia, o companheirismo tem de dar a tônica e não pode haver espaço para egoísmos. A comida é quase que igualmente repartida e todos têm as mesmas condições de alimentação, sem que haja a necessidade de que ninguém passe por necessidades.
Mas todos tem o direito de levar alguma guloseima exclusiva. Nesta recente excursão, Raul inovou com suas barrinhas de chocolate que despertaram a inveja em alguns membros. Afinal, em meio a tantos miojos e biscoitos de marca com qualidade duvidosa, um saboroso chocolate não iria mal.
Mas o chocolate serviu para que conhecêssemos melhor o âmago e os problemas mais íntimos de nosso colega Mattos, que mostrou sofrer de alguns distúrbios quando está próximo do referido doce.
Vindo do banheiro, Raul avistou sua bolsa remexida, com o papel do chocolate para fora. Já desconfiando de Mattos – que, a esta altura, já estava com a boca suja e cheia –, Raul dispara:
- Pô, Mattos. Pára de comer o meu chocolate.
Eis que nosso webpagemaker se levanta e, tentando a todo custo conter as lágrimas, revela:
- Eu não tenho culpa de comer chocolate.
Nosso colega se limitou a essa frase. Todos entenderam que o instinto de comer chocolate era mais forte que ele, e que seria necessária uma compreensão e um esforço por parte de todos.
Ricardo Doarte, como prefere ser chamado, está tentando se livrar deste mal psíquico, mas não está fácil.
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