Banhado

Histórias

Ao longo de suas existência, o Banhado proporcionou, a cada um de seus membros, inúmeras e raras oportunidades de malhar e ser malhado. Pra não perder o amigo, muito menos a piada, a gente conta algumas destas histórias, com a devida dose de exagero.

Trlinta e Trlês! Um Sonho Possí­vel

Matheus Roetger Madeira, Meados de 2000.

Meados de 2000 As aulas de literatura do Colégio Dehon sempre foram ricas em teatrinhos e encenações dos textos lidos na sala. A professora Cláudia tinha uma mania de, ao ler dado texto, imediatamente mandar que alguns alunos fossem mostrar, na prática, o que o autor tentava relatar. Esta prática era polêmica, pois a maioria dos estudantes da turma era, nestes momentos, acometida por uma súbita e inexplicável timidez. Aonde estava toda aquela vontade de falar e de se expressar?

Bom, eu nunca tive estes ataques de bichice. Sempre que solicitado, me colocava à disposição da professora, a fim de facilitar o aprendizado dos colegas que estavam na sala. Não era meu direito prejudicar toda uma turma; se solicitado eu fosse, lá estaria. E era sempre solicitado. Era só passar pela cabeça da professora fazer um teatro, e lá estava o Mattos gritando: “Uê, Tetê!” E eu ia. Pelo bem da ciência.

Um belo dia, já no Terceirão (isso que eu contei já vem desde a 1ª série), eu estava meio desligado da aula, provavelmente entretido na minha apostila, estudandop para a prova da tarde. De repente, ouvi o alarme do Mattos, seguido pelo resto da turma: “Tetê, Tetê”. Já sabia que era mais um teatrinho e, instintivamente, subi ao palco da sala de aula.

Lá chegando, esperei as orientações da professora, que indicaria qual papel eu deveria representar. Mas um estranho clamor popular indicava: “Jairo, Jairo! Ah! Sou fã do Jairo...” Eu não entendi. Afinal, por que o Jairo? Ele nunca havia mostrado nenhuma qualidade artística para as encenações. Por que o Jairo? Achei estranho.

Mas estranho mesmo eu achei quando vi a Carla Formentim, que sentava na primeira carteira da fila do meio, desabando desta carteira de tanto rir quando a professora Claúdia convidou definitivamente nosso colega de língua prlesa a participar da peça. Resolvi checar a razão do clamor, dando uma rápida olhada na apostila e no texto que seria encenado. Pois bem, na terceira linha da apresentação, estava previsto o seguinte diálogo:

Dentista (eu): Diga trinta e três.

Paciente (Jairo): Trinta e três.

Dentista (eu): Diga trinta e três.

Paciente (Jairo): Trinta e três.

Dentista (eu): Diga trinta e três.

Paciente (Jairo): Trinta e três.

Exatamente, colegas e visitantes deste site. Faz necessário esclarecer aos banhadenses mais novos que a história do Trinta e Três é muito anterior ao tal fato. Só me lembro de quase desabar de tanto rir na hora de pedir ao paciente encenado falar a frase mágica. E ele falou! A professora Cláudia teve uma atitude tipicamente banhadense, pedindo para que ele repetisse a frase algumas vezes.

Não me lembro de ter visto a sala inteiramente unida em prol de um único objetivo. Banhadenses, não-banhadenses, todos queria Jairo encenando o Trinta e Três. Não me recordo de, alguma vez na vida, ter que segurar uma risada tão forte, para que não ficasse evidenciada a PNCzisse. E eu o fiz com relativo sucesso. E Jairo ganhou uma página no livro do seu folclore pessoal.

Veja o arquivo completo de histórias do Banhado.

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Oktoberfest 2008

18/10/2008

27 fotos

  • O bar é bom, mas o chope é Brahma
  • Ali no fundo é a Carol fuçando no celular
  • Devia fazer tempo que ele não comia...
  • É muita infra-estrutura
  • Quase um domingo de Carnaval
  • O Tefo tava meio empolgado...

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