Ao longo de suas existência, o Banhado proporcionou, a cada um de seus membros, inúmeras e raras oportunidades de malhar e ser malhado. Pra não perder o amigo, muito menos a piada, a gente conta algumas destas histórias, com a devida dose de exagero.
Matheus Roetger Madeira, Outubro de 2005.
Já é tarde de sábado, e é preciso fazer um pequeno resumo de nossa epopéia em busca de loiras alemãs. Chegamos todos à rodoviária por volta das 18h30 de sexta-feira, com atraso partimos a Blumenau. No ônibus, os buracos da estrada faziam com que derramássemos em nossos corpos e roupas quase tanta cerveja quanto a que tomávamos. Chegando em Blumenau, o tumulto da Proeb nos fazia esbarrar e, mais uma vez, promover um pequeno banho de cerveja. Some isso a uma noite dormida num ônibus que, claro, já fedia a cerveja, na melhor das hipóteses. O que todo mundo quer? Um banho, naturalmente. Bom, quase todo mundo.
- Galera, achei um lugar que dá para tomar banho!, anunciou Thiago, para alívio dos que seriam chamados de Galinháticos mais tarde.
Enquanto todos corriam em direção às suas bolsas para pegar toalhas, roupas, sabonetes, xampus, condicionadores e cremes hidratantes, surge uma pergunta aflita:
- Tem que pagar?, indagou o caçulinha Duda.
- Claro, né Duda? Quatro reais!
- Então não vou...
E não foi mesmo. Para quem foi à Oktoberfest com míseros 10 reais na carteira, tomar banho era mesmo luxo demais...
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