Ao longo de suas existência, o Banhado proporcionou, a cada um de seus membros, inúmeras e raras oportunidades de malhar e ser malhado. Pra não perder o amigo, muito menos a piada, a gente conta algumas destas histórias, com a devida dose de exagero.
Matheus Roetger Madeira, Outubro de 2005.
Para o Banhado, a Oktoberfest já estava acabando. Em frente ao shopping, só esperávamos a chegada do motorista para subir no ônibus e voltar a Tubarão. Mas lá chegava uma Montana vermelha. Última chance de fazer a macaquice que fizemos em todo o tempo que estivemos em Blumenau: pular na frente dos carros e, imitando o Sérgio Mallandro, repetir:
- Lá vem o carrooooo, ele não sabe a palavra secretaaaaa.
A oportunidade era ainda mais única. O carro pára no sinal e a gente percebe que ele tem cabelo arrepiadinho, camisa baby look e gestos delicados. Foi inevitável:
- Fala chicleeeeeeeeete.
E o chicletão abre o vidro. Com a coragem dos embriagados, nos aproximamos dele e pedimos para que ele fale a palavra secreta. Eis que, preparados para uma tentativa de atrolamento, somos surpreendidos:
- Eu tenho aqui uns tickets de chope no Tunga (principal bar da famosa rua XV). Podem pegar.
E era verdade. O ônibus estava cheio e, ligado, nos esperava para partir. E agora? Cumprir a programação ou correr atrás das cervejas? Que dúvida... Quem encarou o desafio foi até o bar e gritando “Fala Chicleeeeeeete”, deu os últimos e mais inesperados goles em Blumenau...
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