Ao longo de suas existência, o Banhado proporcionou, a cada um de seus membros, inúmeras e raras oportunidades de malhar e ser malhado. Pra não perder o amigo, muito menos a piada, a gente conta algumas destas histórias, com a devida dose de exagero.
Matheus Roetger Madeira, Outubro de 2005.
- Mas por que raios Galinháticos?
A pergunta se tornou freqüente quando os cinco jovens de Tubarão voltaram de Blumenau com nova alcunha. Sorte que explicar é simples.
Já é comecinho de tarde de domingo, estamos quase completando 24 horas sem uma refeição decente – no sábado, saboreamos uma comidinha caseira com coxinhas engorduradas por R$ 4, o que já estava bom demais. Mas não adiantou voltar ao restaurante com clima – decoração e higiene de botequim. Em plena Oktoberfest, eles não abriam no domingo (!).
Àquela altura, pouco dinheiro na carteira já não era exclusividade do Duda, e ir ver o preço do büffet do Angeloni foi mais uma atitude desesperada de jovens esfomeados do que qualquer coisa.
Mas havia uma luz na saída do supermercado: uma salinha minúscula com uma máquina assadora de frangos. Bem ao estilo do cada vez mais querido Frangaço. A recepção, então, foi das mais animadoras:
- O frango custa R$ 15, mas eu faço dois por R$ 25, anunciou o simpático senhor. Tudo parecia perfeito...
Mas havia um problema: ele não tinha mesas, e as redondezas estavam molhadas, já que choveu a noite inteira. Destroçar o frango nas mesas do Angeloni chegou a ser cogitado... Mas melhor não.
- Vocês podem usar a minha cozinha, se quiserem...
Era tudo o que queríamos ouvir – e, pelos sinais que fazia a esposa do dono do Frangaço de lá, tudo o que ela não queria que ele dissesse. Mas estava dito, estávamos aliviados.
A cozinha não era grande. Aliás, era minúscula, um corredorzinho ocupado por uma geladeira, um freezer e uma mesinha. Ah, e por um rádio que tocava músicas sertanejas, fontes de pérolas como “o galo mordeu o cachorro e o Papa levou um tiro”.
- Querem trocar de estação?, perguntou o tio.
- De jeito nenhum!, gritou alguém lá de trás. O som era se tornava um dos hinos dos quinteto genial, dos galácticos banhadenses...
-Galácticos, não. Galinháticos!, berrou o Thiago, com uma coxinha na boca. As fotos da Oktoberfest provam que, desde então, Tetê, Pig, Thiago, Julian, Barata e Duda são os Galinháticos.
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