Ao longo de suas existência, o Banhado proporcionou, a cada um de seus membros, inúmeras e raras oportunidades de malhar e ser malhado. Pra não perder o amigo, muito menos a piada, a gente conta algumas destas histórias, com a devida dose de exagero.
Fabiano Treméa Vargas, Verão de 2001.
Todos, creio eu, conhecem ou já ouviram falar na história de Davi e Golias. Aquela famosa lenda do anão que vence o gigante. Pois é, e tal qual a antiga fábula, um dos episódios que mais marcaram – e olha que não foram poucos – a excursão dos banhadenses Pig, Barata, Guiba e Matos à Balneário Camburiú fora a queda de um gigante. Aquilo parecia improvável, impossível até, mas os “Davis” estavam decididos a tentar. O “Golias” era realmente um gigante assustador, nunca antes atormentado, pelo contrário, responsável sim, por muitas quedas e ematomas alheios.
O gigante, o “Golias”, atendia pelo nome de Matos. Os “Davis”, pobres mortais, magros, pequenos, raquíticos, coitados, eram Pig, Barata e Guiba, que não era nenhum Jibã.
Mas eles – os Davis – estavam obstinados a mudar tal escrita, armaram um plano de ataque e iniciaram a ação. Primeiro foi Pig, o menor dos Davis. Coitado, nenhuma chance... Porém, ele já alcançara uma vitória, mesmo que pequena. Golias ainda não fora ao chão, porém, Pig-Davi o enfretara de igual para igual, algo inédito até então. Pig, vejam só, não fora derrubado e, inclusive, até abalara as estruturas de Matos-Golias.
O segundo foi Barata. Este sim já conseguira algum avanço. Mesmo que de maneira desleal, pelas costas, e com o gigante desprevenido, Barata-Davi levou-o ao chão pela primeira vez.
É válido dizer que, entre um e outro ataque dos Davis, Matos-Golias sofria seções sucessivas de porradas em conjunto, tanto dos próprios Davis quanto das outras pessoas, meras alcaparras, mas que também ajudavam a enfraquecer o gigante.
E depois de vários ataques, eis que veio o terceiro e último Davi, o Guiba-Davi (uaaa, alguma coisa que não rima com Guiba!!!). Guiba leva pela segunda vez o gigante Matos ao chão e, desta vez, da maneira mais leal possível. No mano-a-mano, frente-a-frente, aproveitando-se, é verdade, das mais de 10 horas de pancadas que o gigante levara durante o dia inteiro (porém, enfraquecidos estávamos todos), Guiba-Davi leva o gigante ao chão pela terceira e derradeira vez. Matos no chão, uma cena incomum, rara e que, muito provavelmente, jamais será vista.
É veradade que depois de levatar-se, Matos reiniciou o seu ataque, com a tradicional ira, distribuindo socos e ponta-pés com a intensidade que que já lhe são peculiares. Ao final os Davis sofreram, apanharam, terminaram o festival com os corpos repletos de ematomas, mas derrubaram o Golias, e isto foi o maior motivo de orgulho para eles.
E eis que mais uma vez Davi venceu Golias.
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