Banhado

Histórias

Ao longo de suas existência, o Banhado proporcionou, a cada um de seus membros, inúmeras e raras oportunidades de malhar e ser malhado. Pra não perder o amigo, muito menos a piada, a gente conta algumas destas histórias, com a devida dose de exagero.

A Perpétua professora Perpétua

Matheus Roetger Madeira, Meados de 1999.

A história do Banhado passa diretamente por membros que não figuram mais entre os quadros da instituição. As salas de aula do Colégio dehon assistiram cenas que não se apagarão do livro da história banhadense.

O primeiro dia de aula de 1999 reservou uma sucessão de cenas que ajudaram a eternizar o folclore banhadense. Nosso antigo colega, Renato Viana Horácio, popular Camarão – a origem deste apelido merece um texto próprio – foi o protagonista, em dupla com nossa nova professora de português, Perpétua.

Quem já teve aula com a referida professora pode imaginar a cena. Ela entra na sala com seu jeito inconfundível e vai dizendo:

- Bom dia-lhes, alunos-lhes. Vamos começar-lhes a aula de português. Eu sou Perpétua, mas não sou perpétua.

Nem todos entenderam de cara a frase, é verdade. Mas um aluno explicou:

- Ela é Perpétua, o substantivo, mas não é perpétua, o adjetivo.

Estava esclarecida a frase. Estava o quê? Camarão resolve interrogar:

- Como assim é Perpétua, mas não é Perpétua? Ou é Perpétua ou não é Perpétua!

- Renato, eu me chamo-lhes Perpétua, mas não sou-lhes perpétua, entendeu-lhes? – explicou nossa professora, com seu eterno sorrizinho irônico.

Mas Renato, fugindo às suas características, começou a mostrar uma certa irritação:

- Ah! Então, eu me chamo Renato, mas não sou Renato! O Ulysses Guimarães se chama Ulysses Guimarães, mas não é Ulysses Guimarães! Você está querendo me fazer de bobo?

Perpétua fica atônita, não crê que Renato tenha se irado de tal maneira, mas, principalmente, não crê que ele ainda não tenha entendido a sua frase característica. Mas parece ter desistido de explicar.

- Bom, Renato. Então eu sou Perpétua e pronto. Tá melhor assim? Meu nome é Perpétua e, portanto, eu sou Perpétua. Fica mais fácil assim?

- Ah, professora, agora sim. Agora, você está falando coisa com coisa. Parabéns!

E assim, começou a primeira aula de português. A professora teve que admitir que, além de Perpétua, também era perpétua. E Renato “Camarão” Horácio pôde assistir sua aula tranqüilo.

Veja o arquivo completo de histórias do Banhado.

Banhado 10 anos | 1998-2008

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Oktoberfest 2008

18/10/2008

27 fotos

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